29/06/09
rimas soltas
tenta
escrever
quando
a
tua
cabeça
der
sinais
de
explosão
e
vais
compreender
porque
razão
este
post
saiu
assim.
apenas mudam os tempos.
escrever
quando
a
tua
cabeça
der
sinais
de
explosão
e
vais
compreender
porque
razão
este
post
saiu
assim.
apenas mudam os tempos.
é só mais um dia. um dia que passa sem se aperceber da sua rapidez, um dia diferente para muitos e igual para outros. cada um vive-o à sua maneira, conforme a sua disponibilidade e os seus gostos. eu mantenho-me parada e observo. observo o dia a passar e as pessoas, coitadas, deixarem-se levar. cada um sobrevive com a sua própria ignorância, achando-se superior a esta mesmo. eu mantenho-me parada e observo. o que vejo não se aparenta com beleza, nem sequer tem traços disso. as pessoas são as de sempre, não apresentam mistério algum. fecho os olhos para elas. acham-se sábias para me julgarem. coitadas, deixam-se levar. eu mantenho-me parada e apenas observo. sinto indiferença, e rio-me. solto o riso com a presunção e a arrogância do pensamento que me leva a recorda-las. às pessoas. que não passam disso. acham-se mais, mas são indiferentes. tentam sobressair-se, tentam manipular, tentam a persuasão. coitadas, deixam-se levar. eu mantenho-me parada e observo. e os que tentam ser originais já vêm tarde, a originalidade já é moda à muito tempo.
sinto o veneno a correr-me nas veias. sinto-me maléfica e capaz de tudo.
é melhor terem cuidado, pois estou parada mas activa e enquanto observo, contagio.
sinto o veneno a correr-me nas veias. sinto-me maléfica e capaz de tudo.
é melhor terem cuidado, pois estou parada mas activa e enquanto observo, contagio.
18/06/09
Sobrevivência, para que fim?
Pobre instinto animal
Eu sou homem, vivo assim
Para o fim, enfim, ofinal
O final, o eterno sono
Em que a minha alma descansa
Desta vida que abandono
Espera, ânsia pela matança.
O inferno sobe
À altura do meu olhar
Ó mar! Ó mar!
Ó chama que se afoque
Nas águas do meu olhar
------------------------
Débil vai o curvado a curvar a esquina
de pouco movimento.
Move-se curvado no seu contentamento.
Vê a rua que se inclina,
sente a vida que declina,
e lhe pesa, e lhe curva
todo o corpo empoeirado
pela poeira dos anos que os olhos turva,
e cega o encurvado,
que não se move mais.
jazendo na estreita rua que se inclina
apagando, esquecendo a vida que já não declina,
Não se erguerá, jamais!
*por sofia.*
Pobre instinto animal
Eu sou homem, vivo assim
Para o fim, enfim, ofinal
O final, o eterno sono
Em que a minha alma descansa
Desta vida que abandono
Espera, ânsia pela matança.
O inferno sobe
À altura do meu olhar
Ó mar! Ó mar!
Ó chama que se afoque
Nas águas do meu olhar
------------------------
Débil vai o curvado a curvar a esquina
de pouco movimento.
Move-se curvado no seu contentamento.
Vê a rua que se inclina,
sente a vida que declina,
e lhe pesa, e lhe curva
todo o corpo empoeirado
pela poeira dos anos que os olhos turva,
e cega o encurvado,
que não se move mais.
jazendo na estreita rua que se inclina
apagando, esquecendo a vida que já não declina,
Não se erguerá, jamais!
*por sofia.*
No Name - C.A.S.A
Hoje acordei
Com uma letra na cabeça
Na guitarra a toquei
Para que o mundo não a esqueça
Nessa letra dizia
O mundo é uma porcaria
Abre os olhos, idiota
A vida são dois dias!
Larga esse mundo consumista
Não sejas egoista
Não conheces a ideia
De ser altruista!
As betinhas lá da escola que andam sempre com a malinha atrás..
Roupas de marca, futilidade
Dizem- se amigas, mas não é verdade!
(cont.)
*texto escrito há 4/5 anos. encontrei-o nos confins duma pasta no pc.*
Hoje acordei
Com uma letra na cabeça
Na guitarra a toquei
Para que o mundo não a esqueça
Nessa letra dizia
O mundo é uma porcaria
Abre os olhos, idiota
A vida são dois dias!
Larga esse mundo consumista
Não sejas egoista
Não conheces a ideia
De ser altruista!
As betinhas lá da escola que andam sempre com a malinha atrás..
Roupas de marca, futilidade
Dizem- se amigas, mas não é verdade!
(cont.)
*texto escrito há 4/5 anos. encontrei-o nos confins duma pasta no pc.*
12/06/09
cristal
fecha os olhos. inspira o ar e sente-o a entrar nos teus pulmões. fecha os olhos e abstrai-te do meio que te rodeia. fecha os olhos e vive o mundo por ti só. não precisas de ninguém que te diga como agir e como seres. vive o teu instinto e sobressai-te com a tua própria personalidade. sê humilde e genuina. não te importes com ninguém. nem contigo, deixa-te levar pelo vento e voar até às montanhas. imagina-te como um objecto abstracto, imagina-te inutil só por um segundo na medida em que fazes uma avaliação como quem se encontra fora do seu fisico. vive a tua imaginação como a perfeita realidade. só por um segundo. fecha os olhos e inspira de novo. fecha os olhos e, inspira outra vez. sente-te livre e estupenda. sente a autenticidade do teu ser. e agora, expirando o ar para o exterior, abre os olhos e volta a realidade, numa calma serena e pacifica.
08/06/09
02/06/09
não é facil
não é facil, erramos constantemente por estupidez. erros que podiam ser evitados e no entanto só nos apercebemos depois. não é facil depositar toda a nossa fé em algo que só para nós faz sentido. não é fácil ter bloqueios emocionais, não saber como reagir às situações. não é fácil nunca saber o que esperar. porque tem de ser a vida humana tão dificil? chateamo-nos por coisas banais e ultrapassamos tão bem as triviais. não é fácil ser alvo de critica a todo o instante, por ter opiniões proprias irreversiveis, bastante definidas. e o todo acaba no nada, assim como dum nada surge o todo. a melodia repete-se vezes sem conta sem nos apercebermos, entoamos a canção mesmo sem dar conta dela. como uma rolha numa garrafa de vidro. não é facil. não é mesmo. ser um ser é o derradeiro desafio. e este é o inferno pelo qual todas as almas temem. e tu aqui determinas como acabarás no final. este é o percurso porque todos passamos, temos necessidades e anseios, sentimentos incontroláveis e actos indesejados. colhemos do fruto que semamos. nada e ninguém nos facilita, aqui vives por conta propria, e o objectivo disto tudo? aprender a viver. e é dificil, arduo, cansa, esgota, leva a insaniedade muitas vezes, uns desistem, e outros perdem-se. mas quem fica em jogo é obrigado a seguir por uma série de factores que condicionam a humanidade. e no final sobrevive-se e faz-se o melhor que se pode. supera-se as dificuldades esperando conseguir um lugar ao sol.
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