27/10/10

é difícil saber, como lidar, o que fazer, o que pensar, o que dizer, como agir e reagir. nada fácil, não é mesmo. ando numa controvérsia de sentimentos, perdi os sentidos, estou sem perspectivas de como será o meu fim. tenho saudades de ti, de ti,e de ti. sinto a tua falta. e a tua. e a tua. sinto falta de te ver. e de ti, sinto falta da nossa amizade, na sua pura origem, no seu menor ego. e hoje disseste-me: a nossa amizade é uma relação amorosa, e já dura há dois anos. gostei de ouvir, e preciso de ti. acredita que te amo, não é por menos ou mais discussão, o sentimento está cá. e de ti, que desapareceste, do mapa. e deixaste-me marcada. custa-me pensar nisso dessa maneira, pensar que fui ingénua. e pensar que me sujeitei a determinadas situações. e o que me custa mais é ter saudades tuas, e lembrar me outra vez de ti. e sim, tu depois deste tempo todo, já nem quereres saber. mas aprendi da pior maneira. e de ti, que me conheces há tanto tempo, subestimas-me, à primeira oportunidade atacas-me com duas pedras na mão, como se eu te nada fosse. e só dás valor ao que (não) interessa, pessoas que não (te) existem. aí, no teu mundo. mas um dia, vais perceber, da pior maneira também. tens muito que aprender. muito. talvez esteja eu melhor ensinada, não sei. e tu, no fim também me fazes falta, pelo que eras, e pelo que me foste. mas neste momento, poderia dar-te todo o meu apoio e carinho, se não me tratasses tão mal. só te posso corresponder da mesma maneira, ou ainda pior. enfim, tu, e tu, e tu, e tu.(...) não acabam, nunca. teria muitos tu's a apontar, muitas histórias a contar. sou uma história interminada, que ainda contada, pouco é falada.

26/10/10

Subjectizei cada traço, finquei cada passo, finalizei um laço, que se aliou a um pseudo impasse, se bem que determinei também, o que foi um lapso, mas que por si só teria sido um facto. E tal embaraço resultante de uma irreal situação, em que materializo os sentimentos, ofuscam-me e distraem-me, de mim só. Não me mereces, deixaste-me só. Rodeias-te de todos e por fim não tens ninguém. E ninguém sou eu, que te quis numa incessante luta, e se perdeu. Nos atalhos duma conquista injusta, onde o óbvio passa pelo incerto e não há deus, só mesmo um adeus, que trava a minha disputa; deixa-me sem forças. Faltas-me sempre. Encontro em cada gesto e olhar, em cada atitude de um reflexo, abandonado um fragmento teu. Por mais que te acompanhem nesse caminho, traiçoeiramente a noite leva-te à inevitável cegueira, um estímulo à tua reflexão. São mares que te evocam e inequivocamente se desfazem, em lagos e rios, de uma eterna solidão, que se evaporam, e ficam vazios. Cheios de nada, cheios de ti.

somewhere, in the past.

17/10/10

tenho estado ausente, ausente de ti, da tua vida. temos uma amizade pouco sólida, pouco sóbria. discutimos muito, e por nada. e na tentativa duma separação, acabamos sempre por falha, como se nada se passasse, como se esses votos de silêncio nunca tivessem acontecido. já tentei largar-te, e não consegui. somos duas mentes caóticas, dumas mentes que colidem, que se juntam, que têm força, somos duas mentes, duas personalidades diferentes, que caíram na indiferença. hoje olho para trás, no dia em que nos juntámos, criámos esta ligação. éramos simples crianças de quinze anos, que ainda se estavam a definir. eras mais básica, como eu o era. não sei o porquê destas nossas manias, não sei o porquê destes desentendimentos. já jurámos para nunca mais, e ainda aqui estamos. as duas. por mais defeitos que tenhas e que eu não goste, há algo em ti que me mantém, que me preocupa, que me entristece e alegra, que me motiva, que me ampara, que me ajuda. tens uma força horrível dentro de ti, tenho medo que te percas. culpo-me em parte por não ter acompanhado estes teus últimos tempos, sei que não estão a ser fáceis, não o estão a ser para ninguém. não me esqueço do que me disseste ontem, fico muito aflita com isso. porque por mais palavras que te diga, já estive perto dessa situação. e quando entro no mais profundo poço, agarro-me sempre a qualquer lado. não sou nem mais forte, nem mais fraca que tu. mas quando te sentires ofuscada, e perdida, agarra-te a mim. nem que não seja para cairmos as duas, ou mesmo para nos levantarmos, porque posso-te garantir que nunca te vou deixar. por mais circunstâncias em que estivermos, só quero que saibas que estou aqui. e gosto verdadeiramente de ti. és-me alguém em quem eu tenho fé, e já me acompanha há muito tempo, tempo esse que eu tenho presente todos os dias da minha vida, e não aguentaria apenas recordá-lo. por isso quero-te comigo, fala comigo, que eu estou aqui.

12/10/10

sonhador

sento-me nos desencantos duma alma perdida em insolentes desejos, já esquecida. afoco-me de desolhares, remeto-me à dor escondida que me acata e se emerge numa rampa sem subida, desço num louvo de penitências sem amparos, esta é a ferida que nunca cicatriza, peço forças a uma entidade desconhecida, capaz de me levar à liberdade, que também é já esquecida, e para sempre pretendida. é a mágoa de pensar, a dor de olhar, o mar de suspiro, duma face a lacrimejar. inspiro-me em ti, sonhador. volta para mim, aqui. espero-te, como sempre o fiz.

corroída e estendida nos teus braços o afecto que vendia ficou inacabado de pretensões e protestos de objectos inanimados que dariam força à convicção que utilizaria para cifrar-se dessa paixão. não. tão convicta duma prospera união, assemelham-se os cactos duma planta munida mas ainda com pouca caracterização. é a ligação que se abate numa parede despida, unem-se dois elfos que arriscam desvendar um mistério escondido, e um futuro de incógnitas que se faz aproximar. que me te vale de me seres tanto assim, quando afinal sou já uma estória sem fim, e sempre, sempre o temi. surges sempre numa forma pouco reabilitada, e essa separação, que já tão esperada, imprevista, nada o é. vejo-te sempre assim, em corpos diferentes,imperfeitos. numa mente idêntica, toda ela de defeito, torna-se um deleito, onde o meu olhar, visa apenas o sujeito, todo ele em si. esqueço-me de mim, e do que seria eu sem estes encantos, provoco o desfoque e numa luta árdua pretendo sempre resposta a um porquê. mas insuficientalizas-me do teu parecer, rejo-me numa infelicidade inata que te combata, e assim, um novo ser aparecerá. digno destas frases, digno de um tal charme, que não me esquecerá.

10/10/10

Everything seems to go wrong when I stop drinking,
Everything seemed to go my way last night,
Everything seems so wrong to me this morning,
I know things'll be brighter later tonight...
acordei com um pressentimento, um dia.
mantive-o durante horas, e todo o dia o presenciei.
pouco ou nada, aguentei a pressão da luz imensa que se estendia pela rua, disfarcei esta força que me corrompia, com um sorriso rasgado, como o faço sempre.
(...)
e afirmar um mês mais tarde que fui totalmente ingénua, como tantas outras vezes, é pouco.
e quando jurei que nunca mais voltaria a errar, errei.
acredito em mentiras, acredito em ligações.
acredito nos momentos, nas esperanças.
acredito nos meus instintos, que sendo tão fortes, não me dão tempo de reacção.
por tantas outras vezes, já nem sei o que dizer.
esgotei as minhas palavras, esgotei a minha sanidade.
se calhar mudaria muito, nestes dezassete anos que passaram.
tenho sido perseguida muito tempo, pelo karma.
sou forte, mas não assim tão forte.
sou estúpida, mas não assim tão estúpida.
sou determinada, quando estou confiante.
sou isto, aquilo. ninguém me define.
só sei que, não mereço nada, do que tenho passado.
e o esforço, tem sido em vão.
se eu soubesse, a dura realidade.
i wish i was special.

09/10/10

i'm still waiting, waiting for you.
so why don't you do right, like some other men do?

2 meses atrás, querias-me.
1 mes atrás, não percebi.
your time is over
não espero mais
é o agora ou nunca.
tenho compensado esses meses que passaram
sei que podia ter mudado tudo.
ainda estou a tempo de o fazer
sei que o posso fazer.
se me deixares.
mas o tempo não pára
e eu, também não.
dei-te uma oportunidade,
dá-me uma segunda.

04/10/10

e agora deixo, aqui, um texto para ti.
se acreditei em ti, nada mo leva mais a fazer.
já te tive e tu a mim, agora esquece que foi o fim.
tolerei esta situação,
até ao momento do em vão.
não a recolhi a tempo,
dei-te essa opurtonidade
reencaminhei-te essa pseudo-amizade.
sei bem eu que nada te diz
e se antes derretia, agora é amargo
este coração, se é que continua aqui.
ou sentir-me indiferente é sinal que já não há solução.
não pegaste nele a tempo.
e um dia, vais sentir.
lembraste o que um dia, um dia me disseste.
pois bem que agora morri aqui.
ultimo excerto que te escrevo,
já nem tenho inspiração.
vais-te arrepender. e como é boa a doce vingança
porque voltas, isso sei.
e então será um adeus,
a triplicar por aquele, que nada,
teceu.
(como te sentes?) (bem...obrigada.)
como haveria de me sentir?
para ti, estarei sempre bem.
por mais pergunta que faças. nunca me hás-de arrancar uma lágrima, que seja.
cada vez mais apática, ao mundo em redor.
cada vez mais contida, num espelho fechado, de egos sem preconceitos.
(porquê esse mau feitio?)
e quantas vezes aturei o teu.
e quantas vezes não te ajudei.
e quantas vezes, não o ignorei.
e quantas vezes..
sinceramente. estou sozinha, já ninguém nada me diz.
ou quase.
e vontade de escrever, também já a perdi.
quando dizes que mudei, e se pensas que para pior, só te digo que melhorei, por já nem me preocupar.
e agora ficam, só os que realmente me interessam.
porque farta de personalidades estou já.
e sinceramente, nenhuma dessas sabe sequer o que me passa pela cabeça.
e melhor sensação não poderia ser
o acto de vingar um fruto novo.
que tal e qual, é me por mim apenas proibido.
por isso, adeus, despeço-me já
dos tais alguem(s) que desde já, e para mim, passam mesmo por ninguém.