24/07/10
se o nada é um vazio escuro de ninguém, o tudo não seria um cheio claro de alguém? sinto-me vazia por tudo e por nada, quando escurece o meu nada transforma-se num tudo e enche-se de sentimento e alma, a apatia nasce no claro do dia, sinto-me alguém quando ao meu lado não está ninguém. nunca me senti ninguém porém num mundo de tantos ninguéns não deveria ser eu um também? o ódio de alguém sobrepõem-se ao calor do amor de ninguém, solidifica com o gelo de alguém, desaparece então esse ninguém, leva o amor. o tudo e o nada envolvem-se. criam o por, que se transforma num portanto sem um porquê. o alguém ficou sozinho. por já não ter ninguém. apenas tem o tudo e nada, não lhe dão explicação. apenas conta somente consigo. está vazio sem ninguém e porém é mesmo alguém.
shhh. uma palavra agora afastava toda a intensidade do nosso momento.
não digas nada, não te quero ouvir.
quero poder ficar a olhar-te no eterno, refugiar-me no teu abraço, quero sentir-te junto a mim.
shhh. somos apenas dois vultos esquecidos que se juntam de novo, numa união silenciosa que realça a paixão como sentimento.
poderiamos estar loucamente apaixonados um pelo outro. se.
poderiamos estar juntos e o para sempre formaria o fim da história. se.
poderiamos ficar eternamente numa conversa sem final, e acredito que muito ficou por dizer. se.
mas nada é certo e os 'se' só reforçam este argumento.
por isso peço que te cales, e que te deites junto a mim.
nesse acto então saberei responder-te a todas as tuas questões.
e darte-ei toda a razão, num só gesto.
apenas mantém-te em silêncio, por favor.
apenas fica comigo, só mais uma vez.
e depois eu deixo-te ir. sem porquês.
não digas nada, não te quero ouvir.
quero poder ficar a olhar-te no eterno, refugiar-me no teu abraço, quero sentir-te junto a mim.
shhh. somos apenas dois vultos esquecidos que se juntam de novo, numa união silenciosa que realça a paixão como sentimento.
poderiamos estar loucamente apaixonados um pelo outro. se.
poderiamos estar juntos e o para sempre formaria o fim da história. se.
poderiamos ficar eternamente numa conversa sem final, e acredito que muito ficou por dizer. se.
mas nada é certo e os 'se' só reforçam este argumento.
por isso peço que te cales, e que te deites junto a mim.
nesse acto então saberei responder-te a todas as tuas questões.
e darte-ei toda a razão, num só gesto.
apenas mantém-te em silêncio, por favor.
apenas fica comigo, só mais uma vez.
e depois eu deixo-te ir. sem porquês.
23/07/10
são palavras que eu nunca escrevi, conjugadas de tal forma. a minha escrita resume-se às ideias que o meu pensamento cria, estruturadas de modo a corresponderem com ele. ando cada vez mais confusa, instável. no momento que quis dizer tudo, não consegui. há factos que não conjugam bem. o racional/irracional dum ser humano lutam ambos e num confronto o instinto leva a sua avante. no fim, deleito-me com o olhar esquecendo o tudo que te queria transmitir. quero presenciar-te mais, muito mais; incentivas-me dum modo que eu nunca julguei sequer. quero sentir-me especial em ti da forma como tu és em mim. por mais circunstâncias e opiniões, mantenho-me fiel à minha. deixo-os falar mas nenhum entende o porquê. nem eu o sei, sinceramente não o desejo descobrir. e quanto às minhas incertezas, são alvo do meu racional, que quando te vê torna-se demasiado impulsivo para conseguir dar-te a razão. baseia-se tudo no teu olhar, no cruzamento com o meu. e no fim prevejo uma reviravolta na volta que se deu. anseio o final alternativo não o final feliz. tudo para que o filme não acabe, e se intitule em mais categorias. tudo para que teu destino se cruze com o meu, de novo.
06/07/10
e quem é que nunca fez errado quando pensou certo? e quem é que nunca imaginou uma história que fugisse ao épico final feliz, alternado-o? e quem é que nunca sonhou com o amor e uma cabana? com certeza que a mente humana não é só feita de clichés. decerto que a maioria não tem a noção cor-de-rosa de um mundo perfeito. o pensamento é tão influenciado, tão alterado, tão adaptado. quem é que não reflecte no passado, quem é que não se questiona no seu futuro? e o presente, todos se esquecem. se bem que, no presente não se pensa, ou já o fizemos, tornando-o vivaz. mas tudo para apontar a uma certa indecisão na mente humana. é tudo tão vago e complexo, que por mais que divague, a conclusão nenhuma chego. tento aprender com o convívio, troco impressoes com pessoas capazes, revejo-me numa auto-imperfeição porque não me considero perfeita, longe disso. ninguém pode sequer saber como o outro funciona. ninguém. por mais que conheçamos, por mais que convivemos, num dia tudo muda. o tempo, o tempo nao ajuda. só nos separa. depois junta-nos. a seguir volta a separar-nos. gostava de te ter encontrado, num local diferente, numa altura diferente, num tempo diferente. gostava de te ter conhecido, noutras circunstancias, gostava que não tivesse acontecido. o ser humano é tão previsível e imprevisível. se eu sonhasse com o futuro, podia mudar o presente que influenciaria o passado. se eu soubesse o que aconteceria, não confiaria tanto; aprendi a não ser ingénua. mas se acontece, é porque o destino assim o dita. e sinceramente, não me arrependo. de nada, até agora. todos os maus momentos serviram-me de emenda, todos os erros serviram para correcção. estamos sempre a aprender, estou sempre a aprender. tenho conhecido tantas pessoas, o verão chegou. vou aproveitar, não vou desperdiçar, cada vez sofro menos, o meu pensamento já não se prende, estou ainda mais livre, estou ainda mais matura. não guardo ressentimentos a ninguém, estou de consciência tranquila. porque, por mais que me magoem, dou sempre a volta à questão. e quem é que nunca, sonhou poder dominar os seus pensamentos? eu já arranjei forma de o fazer. aprendi a catalizar a minha energia para quem merece, estou tão mais feliz. e isto tudo para dizer que, já fiz errado e pensei certo, já imaginei um 'não feliz para sempre', já sonhei com o amor e uma cabana.. e agora, já nem nisso penso. porque o final alternativo pode tornar-se feliz, o amor e uma cabana há-de vir certamente, e as acções de rebeldia, são presentes mas não vivas, estão-me na memória, recordo-as, não as repito.
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