22/02/11

O MEU EU JOANA. (escrito e incompleto por ele, o Zé)

Agora, tenho dezassete. Ainda não vivi muito... No entanto, já experienciei muitas coisas.
A minha maneira de pensar é distinta da maioria das pessoas da minha idade, pelo menos é nisto que gosto de acreditar, não só porque é mais saudável, não pensar no facto de um dia deparar-me com alguém igual a mim, mas também porque é na diferença que surgem coisas espantosas, foi dessa diferença que Bach fez a sua música, é dessa diferença que Manuel de Oliveira faz filmes às dezenas, e é com essa diferença que conto para fazer uma vida feliz, quero ver o que nunca foi visto, quero transmitir às pessoas a minha forma de viver, para obter também alguma paz de espírito com a compreensão que me for dada, E quero por fim, desfrutar a vida, não como um grande plano, mas como um conjuntos de momentos fotografáveis, são esses belos pormenores que estão e vão construir a minha vivência.
Sou uma pessoa que tem necessidade de pensar, não sei se ei de considerar isso um defeito ou uma qualidade. Por vezes chego à conclusão que pensando no mesmo assunto vezes e vezes sem conta leva à mesma conclusão que obteria se pensasse uma única vez, nesse mesmo assunto. No entanto nada pode ser generalizado. Penso para mim e chego à conclusão de que o acto de pensar em certos e determinados assuntos vai posteriormente desencadear um linha de pensamentos diferentes daquela que começamos. Grande parte do desenvolvimento da inteligência se faz dessa forma, e é desta maneira que eu trato o conhecimento após o ter obtido.
Como já disse anteriormente vivi inúmeras experiências, umas incríveis outras miseráveis, não sou daquelas pessoas que diz que a vida tem que ser construída fase por fase, ou seja através de processos mais ou menos cronometrados que nunca chega a ter uma conclusão, tenho antes a opinião de que a vida deve ser construída como se fosse uma espécie de fase única que tendo apenas um início e um fim deve ser vívida ao máximo entre esses dois pontos. Para que encher a vida com burocracias?(...)

17/02/11

onde andas tu pessoa que eras à seis meses atrás?
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conflitos de ego.
volta agosto. volta agosto.

Do you really want to be the one to fight?
And i said “You’re better not to light that fire.
It will take you to the darkest part of the weather.”
desleixo-me do impetuoso lamento e de uma fácil convicção de lazer entre prazer e tirando a vénia da predicação.
sou um cisne que se estende num deleite de rosas invadido pela maré, numa noite de luar. será o grito da sedução
uma vontade lacrimejada de fugir à monotonia da solidão? ou talvez encare um sujeito próprio de si, subentendido
nas aguas da paixão, perdido em clara escuridão, isolado duma prospera encarnação.
vagueia na visão recorre à audição.
disperso em sentidos que fogem à sua definição.
individuo esse que se mataria pela ânsia de sentir o descontrolo do controlo a surgir.
algo controverso no inverso.
equívocos que nascem dançantes e aliam-se em mim, surges tu pessoa cega que me trais, num toque de sabores implicados
num jamais, nunca demais.