O MEU EU JOANA. (escrito e incompleto por ele, o Zé)
Agora, tenho dezassete. Ainda não vivi muito... No entanto, já experienciei muitas coisas.
A minha maneira de pensar é distinta da maioria das pessoas da minha idade, pelo menos é nisto que gosto de acreditar, não só porque é mais saudável, não pensar no facto de um dia deparar-me com alguém igual a mim, mas também porque é na diferença que surgem coisas espantosas, foi dessa diferença que Bach fez a sua música, é dessa diferença que Manuel de Oliveira faz filmes às dezenas, e é com essa diferença que conto para fazer uma vida feliz, quero ver o que nunca foi visto, quero transmitir às pessoas a minha forma de viver, para obter também alguma paz de espírito com a compreensão que me for dada, E quero por fim, desfrutar a vida, não como um grande plano, mas como um conjuntos de momentos fotografáveis, são esses belos pormenores que estão e vão construir a minha vivência.
Sou uma pessoa que tem necessidade de pensar, não sei se ei de considerar isso um defeito ou uma qualidade. Por vezes chego à conclusão que pensando no mesmo assunto vezes e vezes sem conta leva à mesma conclusão que obteria se pensasse uma única vez, nesse mesmo assunto. No entanto nada pode ser generalizado. Penso para mim e chego à conclusão de que o acto de pensar em certos e determinados assuntos vai posteriormente desencadear um linha de pensamentos diferentes daquela que começamos. Grande parte do desenvolvimento da inteligência se faz dessa forma, e é desta maneira que eu trato o conhecimento após o ter obtido.
Como já disse anteriormente vivi inúmeras experiências, umas incríveis outras miseráveis, não sou daquelas pessoas que diz que a vida tem que ser construída fase por fase, ou seja através de processos mais ou menos cronometrados que nunca chega a ter uma conclusão, tenho antes a opinião de que a vida deve ser construída como se fosse uma espécie de fase única que tendo apenas um início e um fim deve ser vívida ao máximo entre esses dois pontos. Para que encher a vida com burocracias?(...)
22/02/11
17/02/11
desleixo-me do impetuoso lamento e de uma fácil convicção de lazer entre prazer e tirando a vénia da predicação.
sou um cisne que se estende num deleite de rosas invadido pela maré, numa noite de luar. será o grito da sedução
uma vontade lacrimejada de fugir à monotonia da solidão? ou talvez encare um sujeito próprio de si, subentendido
nas aguas da paixão, perdido em clara escuridão, isolado duma prospera encarnação.
vagueia na visão recorre à audição.
disperso em sentidos que fogem à sua definição.
individuo esse que se mataria pela ânsia de sentir o descontrolo do controlo a surgir.
algo controverso no inverso.
equívocos que nascem dançantes e aliam-se em mim, surges tu pessoa cega que me trais, num toque de sabores implicados
num jamais, nunca demais.
sou um cisne que se estende num deleite de rosas invadido pela maré, numa noite de luar. será o grito da sedução
uma vontade lacrimejada de fugir à monotonia da solidão? ou talvez encare um sujeito próprio de si, subentendido
nas aguas da paixão, perdido em clara escuridão, isolado duma prospera encarnação.
vagueia na visão recorre à audição.
disperso em sentidos que fogem à sua definição.
individuo esse que se mataria pela ânsia de sentir o descontrolo do controlo a surgir.
algo controverso no inverso.
equívocos que nascem dançantes e aliam-se em mim, surges tu pessoa cega que me trais, num toque de sabores implicados
num jamais, nunca demais.
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