não quero sofrer mais, nunca mais.
de dor física, psicológica, emocional.
não quero a presença de ninguém.
não quero mais ilusões.
não quero mais simpatias.
não quero mais bondade.
só quero respirar, só quero respirar.
ser livre, puder despir-me de tudo aqui.
quero uma praia, uma gaivota, quero mar.
quero que nada exista nessa ilha.
quero ser apenas um animal nela existente.
como quem não raciocina, não pensa
como quem não tem obstáculos, como quem não se apaixona
como quem apenas vive, livre, só, por viver.
27/11/10
hoje não sou eu, hoje sou apenas um túmulo enaltecido que se recusa a pronunciar.
hoje nada me encanta.
hoje não me surpreendes.
hoje não faço pontuação nem utilizo palavras bonitas
estou doente e (des)convicta
hoje chateaste-me como já não me chateavas há muito tempo
e sendo tu quem és e sabendo tu o que sabes
hoje recordei a esperança que já não tenho
hoje acedi ao limite sem evocar qualquer tipo de vivência
hoje está frio mas nada me aquece nem arrefece
estou doente, farta da vossa presença
deixem-me em paz, só quero dormir em paz
hoje nada me encanta.
hoje não me surpreendes.
hoje não faço pontuação nem utilizo palavras bonitas
estou doente e (des)convicta
hoje chateaste-me como já não me chateavas há muito tempo
e sendo tu quem és e sabendo tu o que sabes
hoje recordei a esperança que já não tenho
hoje acedi ao limite sem evocar qualquer tipo de vivência
hoje está frio mas nada me aquece nem arrefece
estou doente, farta da vossa presença
deixem-me em paz, só quero dormir em paz
14/11/10
racional. irracional. perdi-me. e encontro-me, numa parte de ti. e dele. e dela. faz todo o sentido a vossa presença, completam-me de forma perfeita, realizam a minha existência, e não dependo de ninguém. contradigo os meus sentimentos, uma parte de mim falha. respondo dum modo apático, que agora está ausente em mim. cada um de nós, faz parte duma parte tua, deles. não individualizo sexos, não existem aqui. sinto-me atraida por um pequeno grupo de pessoas, que me estimulam, compreendem-me. sou livre mas prendi-me, a (ti). identifico-me con(tigo). num caos profundo onde não existem significados, descrições. cada vez mais me livro de preconceitos, cada vez mais estou convicta de mim. tenho pena que algumas partes tenham desaparecido, tenho pena que muitos não compreendam, ainda não arranjei a melhor forma de transmitir esta mensagem. mas o que sinto, divaga, abrange, flutua, distorce, esbate-se, apega-se, é forte, anseia, realiza-se, murmura, suspira, inspira-se, não obedece, revolta-se, deseja. deseja-vos. já me ensinaram muito. tu, tu, e tu. pessoas que me acompanham e me permitem crescer. tu que me confundes, tu que me seguras, tu que me possibilitas, e eu nado em sonhos e ideias que não consigo partilhar com mais ninguém. compactuas com a empatia. libertas-te, e ficas. obrigada.
03/11/10
no silêncio as palavras fluem como desagrado do seu inconsciente,
no silêncio as palavras soltam se como metaforas de descontentamento.
este barulhento silêncio que se emerge numa fraca escuridao,
onde o ritmo cardiaco acelera a valsa pulsação.
o silêncio evidencia o vento e a audacia do mar,
onde palavras soltas se unem, onde a pressa para de teimar.
no silêncio as palavras soltam se como metaforas de descontentamento.
este barulhento silêncio que se emerge numa fraca escuridao,
onde o ritmo cardiaco acelera a valsa pulsação.
o silêncio evidencia o vento e a audacia do mar,
onde palavras soltas se unem, onde a pressa para de teimar.
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