29/06/10
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prestes a escrever, de pensamento ordenado e de ideias lúcidas, quando as palavras não fluem. com vontade de criar o texto que diga tudo, o que alguma vez sonhei dizer. hei-de escreve-lo, sei que sim. um texto de páginas, com a minha identidade. com a minha filosofia. e não sei porquê, ainda não consegui fazê-lo, algo me retrai perante essa tal exposição. é um passo gigante na vida duma pessoa, ou pelo menos, na minha vida. sinto vontade de revolucionar o mundo com a minha escrita. sei que tenho tanto potencial para isso, mas no momento, disperso-me, divago. existem tantos pensamentos que gostava de partilhar, mas não com todos, muitos não iriam perceber. esta vontade surge da minha tarde. a cada dia passado, uma luz ilumina-se e afirma um pedaço da minha mente sombria. tenho optado por pouco movimento, à minha volta. passo por uma fase de reflexão, de observação e conhecimento. e hoje, conheci-te novamente, mais um bocadinho de ti. percebi finalmente pelo que passámos, estamos de novo em sintonia. agora afirmo com toda a certeza que a nossa amizade vale uma vida. por mais distância que se sobreponha, nós compreendemo-nos tão bem, e isso dá-me forças, para escrever. para lutar. saber que te tenho comigo, hoje e sempre. pensando no futuro, relembrando o passado, vivendo o presente. e sei que um dia, te juntarás a mim, e juntas criaremos o texto, que prometemos há já 3 anos criar, com toda a experiência que adquirimos e todo o pensamento que desenvolvemos. S
28/06/10
infinity
tenho uma réplica da ultima vez que te vi no meu pensamento. como se se passassem anos, como se fosse uma vida. quase que te esqueci. o teu modo de ser, o teu modo de parecer. lembrava-me de ti, vagamente, até te tornar a ver. estranho como o tempo passou e com ele os sentimentos levou. estranho como, hoje ao olhar para ti, não me senti inspirada, não me senti tocada. não mudaste, mas eu sim. hoje percebi que, nestes dezasseis meses houve uma evolução, mas para mim, para ti não. valorizo a tua maneira de ser, gostei de ti e de te conhecer. sinto-me bem comigo mesma. fizeste-me sentir bem. a amizade permanece. o sorriso não se esquece. mas presumo que nunca mais te voltarei a escrever, com a intensidade que fizera, da maneira que me prendera. hoje percebi que, nunca ser+a mais que isso,amizade, e se há um ano vivi o presente, hoje relembro o passado. apesar de gostar muito de ti, esta é uma história que eu já li. recordo-te com um sorriso, o verão genial, que não se repete, mas também não se esquece. mas felizmente evolui. fechei a tua página e abri outra. há já alguns meses, mas hoje, certifiquei-me que não se voltaria a abrir. R
26/06/10
fy
porque é que é tão dificil? era suposto ser forte. era suposto não voltar a cair no mesmo erro, vezes e vezes sem conta. tudo era uma suposição. o facto de ter passado esta situação demasiadas vezes, devia ter sido como um aviso para mim. pediram-me uma entrega, pediram-me que confiasse. fui ingénua. sou ingénua. acredito e confio nas pessoas. cada vez mais me desiludem, não há ninguém com quem contar. sinto-me sozinha, as pessoas à minha volta, que me prestavam lealdade, mostraram-se infieis a isso. e quando, no momento que mais precisas de ajuda, te deixam na mão? e fazem de tudo para te sentires ainda mais infeliz? os teus amigos, os teus verdadeiros amigos. que deveriam estar do teu lado, a apoiar-te, e não a apontar-te uma faca. as pessoas saturam-me, mostram-se tão hipócritas em relação à sua moral. falam tanto de mim, que nem tempo têm para se observar. metem-se na vida alheia, jogam com a vida alheia. sentem-se tão ameaçados que o bom é inferioriza-los. era suposto este tempo ser um dos melhores, era suposto descansar. era suposto não me magoar mais. nunca mais. quero tornar o meu coração pedra. quero transforma-lo em cimento. quero esquecer a existência deles, pessoas que mais gosto, e no entanto só me fazem sofrer, fazem por mostrar uma amizade aparente, que no fundo, só trazem conflito dentro de si. uma amizade falsa, que nunca existiu. identidades que pensei conhecer, e no entanto, desconheço.
24/06/10
what a waster.
olho em volta. olho à volta. olho para a volta. olho para ti, olho para mim. olho para o céu, olho para o chão. olho com os meus olhos, olho com o meu olhar. com tantas expressões e só consigo exprimir uma. ainda bem que vejo, ainda bem que tenho olhos. tenho olhado em diversos ângulos, de diversas maneiras. tenho aprendido a olhar. cada vez mais, cada vez mais intenso, cada vez mais profundo. um olhar que dantes, inseguro, agora já um pouco sábio. um olhar que evoluiu e aprendeu, a olhar. que ficou maior e melhor, claro e sólido. porém, tentam cega-lo. de várias maneiras, tentam aprisionar-mo. este olhar, que libertino e fugitivo, não é assim tão intocável. já o prenderam, já o agarraram. já o fecharam. já o manipularam e incentivaram. já lhe impuseram mil obstáculos, e ele, cedeu. essa cedência afectou-o. magoou-o. aprisionou-o. fez-se expressar e tornou físico esse sentimento. sim, as gotas que escorreram por esses olhos, foram sentidas. e ainda são. mas cada vez mais forte, torna-se seguro de si. e essas tais caem cada vez menos, mesmo que sentidas, ficam menos humedecidas. e o olhar, aos poucos, liberta-se. ainda que algo aprisionado, consegue abster-se dessas grades prisioneiras, não olhando para trás, mas sim para lá delas. uma nova expressão começa-se a sentir, e ainda que não seja definitiva, um começo para esses olhos há-de aparecer. uma figura há-de surgir, que lhe assegure a sua liberdade, mesmo que o segure, com a sua simplicidade. sim, é isso. uma figura simples. que se agarre a este olhar também. porque um olhar, vale mais que mil palavras.
11/06/10
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sexta-feira à noite. duas e meia da manhã. passaram-se cinco, seis destas sextas-feiras. nunca imaginei que algum dia estaria assim. uma fragilidade um tanto inutil, visto que não valorizada, nem sequer imaginada. custa-me acreditar que um dia ficariamos assim, indiferentes. custa-me acreditar que, tinhamos uma relação tão superficial, ao ponto de quebrarmos o contacto. e custa-me a acreditar que, me magoaria tanto. querer falar contigo e não poder, lembrar-me de como nos unimos, ao longo de tanto tempo. tu não imaginas o quanto preciso de ti. tu não imaginas a dor que sinto. nunca imaginei que chegariamos ao fim. um fim doloroso, sem porquês. um fim que sempre temi. sei que no fundo, também te deves questionar. nada mais será igual. mas sabes, o que não nos mata, apenas deixa-nos mais fortes. e com esta situação, eu aprendi bastante. apesar de não ter inspiração e sentir-me mais incompreendida, e sabendo que nunca vou encontrar ninguém como tu, e que sempre vou gostar de ti, não vou fazer mais nada. vou-te sempre lembrar, como fomos e a ligação que tivemos. vou-te sempre lembrar, tens um lugar muito importante dentro de mim. tenho pena que nenhuma de nós tenha lutado para que a situação tivesse sido diferente. mas um dia vais perceber, se calhar vais procurar uma resposta para isso, ou talvez não. mas sei que nunca te vais esquecer. e só por isso sei que valeram a pena, estes anos todos. e sei também que precisamos deles, fizeram-nos crescer, fizeram-me crescer. portanto, obrigada. that's all.
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