30/08/08

dream


dezoito, vinte anos. a tal idade em que penso sair, em que pretendo criar o meu próprio espaço e agir com independencia, com liberdade. tenho quinze, e é triste, mas sonho com o dia em que irei comprar uma casa, viver sozinha, sem pais, sem gritos, sem as regras ridiculas que me são impostas no meu dia-dia ou os conflitos criados por parentes do mesmo sexo. chego a um ponto em que fico saturada de viver neste ambiente, que não me é compativel, de todo. só o facto de ser a única "criança" presente incomoda-me, porque, apesar de muitos acharem que é optimo ser o centro d'atenções para todos; conformava-me muito bem em viver num local em que o meu nome não fosse pronunciado mais de vinte vezes. um dia, daqui a alguns anos, quando tiver capacidade de auto governar-me, deixo um papel colado no frigorific a agradecer por estes anos todos de sustento, mas que a minha hora chegou. tenho objectivos, tenho ideias que pretendo concretizar, mas não é, de certeza, neste ''mundinho'' de conformados que me vou satisfazer. e, quando sair, vou percorrer o mundo todo com o olhar, vou me formar e nunca irei olhar para trás. nunca. tenho a certeza que nunca me irei arrepender. sonho com esse dia, todos os minutos. todos os segundos.

26/08/08

summer nights


num momento tudo é eterno. suspiramos perante um palco cheio de emotions a descontração e a curtição, a despreocupação e o bem-estar. sentimo-nos como se nada nos derrubasse, como se vivessemos para estar naquele local; em mais lado nenhum. já é noite cerrada e para nós o sol brilha,... e brilha. aparentamo-no bastaste apresentáveis, e durante um periodo de tempo continuo tudo na nossa mente se desvanece. como se estivessemos programados para exercer apenas determinada função. de repente é de manhã, e nós paramos. descansamos. dormimos.. quado nos apercebemos da realidade, o dia a seguir apresenta-se radiante, estupendo. voltamos ao mesmo registo. quase todas as noites, quase todos os dias. isto em apenas dois meses. em dois meses vivemos todos para o mesmo, somos todos iguais. pena que sejam só dois meses; os dois meses mais rápidos dos 12 meses. e nesses tais meses, voltamos aos 10 de preocupação, trasnspiração, frustração... mas penso que, só por gozarmos dois meses como mesmo queremos, esses dez valem todo o esforço. e no fim voltamos a rendição dumas férias bem gozadas. sabe até melhor..

24/08/08

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THE FIRE IN YOUR EYE

17/08/08

week

algarve com charlas blondie.
18 a 23-24 A.
espectáculoo.
bye.

five for five


stop and wait a sec,
oh when you look at me
like that my darling,
what did you expect?

i'm going back...
you'll see.

fire/water

observei e perssisti num olhar atento enquanto o cenário duma chama brilhante manteve a ocupada dando-lhe poder e força para atenuar essa mesma chama que invadiu o seu corpo com uma potência bastante atraente. 'não me lançes esse olhar, tudo agora foi em vão, encontrarás o teu rumo noutra saída' disse-me. logo percebi que não me restava nenhuma alternativa. que o meu caminho não era este. a volta de 180º estava agora a começar. iria fechar um capitulo. e começar numa pág nova.

16/08/08

J.S


cinco anos. no quarto, tudo muda.
aproximo-me de ti.
aproximas-te de mim.
começamos então a partilhar a nossa vida.
desabafamos, unimo-nos por tudo, unimo-nos por nada.
durante um ano, foste a pessoa que eu mais respeitei.
e parecendo que não, marcaste-me. tanto, tanto.
percebo-te e tu percebes-me. somos como irmãs.
eu amuo tanto contigo, tu armaste em esperta comigo também..
passámos férias, passámos momentos, que poucos percebem.
talvez mesmo nós não entendamos certas coisas que façamos por puro feeling...
e durante este ano, afastamo-nos, aproximamo-nos, mas a nossa amizade nunca mudou.
e quero que continue assim; que o próximo ano seja mais um ano e não sirva de desculpa para tudo mudar. o que tiver de acontecer, acontece. mas sei que sempre nos iremos lembrar uma da outra, e sei que, cada vez que nos unirmos novamente, será tudo igual... e a saudade irá desaparecer, como se nada tivesse mudado. como verdadeiras irmãs, verdadeiras amigas.
amo-te.

feel

Sente...
sente como o suor escorre pela tua face, seguindo o seu rumo até caír
sente como as palavras penetram na tua auto-estima e apelam ao teu sentido emocional
sente como te sacias ao beber um copo cheio de água fresca em puro verão
sente o calor e o bronze num dia de puro sol tórrido ao som das ondas do mar
sente a vibração da tua pele no fervor dum toque que levemente, arrepia
sente a pura felicidade contida em pequenos actos que te deixam grato pelo minimo
sente o cansaço, a dor, e o alivio
sente a música e os beats dentro de ti
sente o beijo
sente o cheiro
sente o sabor
sente(...)
sente(...)
sente(...)

SENTE
VIVE!

14/08/08

14 agosto


o ecrã é quadrado, e tem cores. fluorescent adolescent vai soando das colunas do pc a um ritmo acelarado e compassado de entusiasmo e paixão, a voz de alex turner soa em pleno quarto como se fosse o ultimo momento que irei ouvi-la. observo com atenção a expressão caracteristica do seu rosto e iludo-me no sentimento de um dia vê-lo ao passar numa esquina, com um livro na mão e uma máquina fotográfica presa por um fio, pendurada no seu peito.
os seus lábios personificam o modo como a sua música é sentida. a sua pose. o seu charme.. mas não, não sou mais uma idiota apaixonada por um compositor/cantor que nunca iria reconhecer a minha existência. esta é apenas a maneira que eu encontro de o descrever. será que haverá por aí mais alexanders turners? será? uma pergunta que me faço n vezes, quando me deparo diante de miudos snobs que nem numa guitarra ou numa prancha sabem pegar, no entanto gabam-se de tal coisa como se fosse o único feito nas suas vidas. bom, cada um sabe de si; o que se costuma dizer. querem todos do mesmo. paciência, nem todos conseguem ser diferentes. e eu orgulho-me de o ser.
joana

11/08/08

11 agosto

um dia tanto igual aos outros. mas hoje, acordei com um pressentimento, e mantive-o pelo dia fora, até agora, em que decidi meditar e escrever, por escrever, sem razão alguma. foi um dia feio, um dia em que as nuvens carregadas preencheram o céu e o sol sem dúvida poderia ter feito melhor. mas, mesmo assim, continuei com o brilhozinho nos olhos à espera de algo. de algo, salvo seja. sei perfeitamente o que quero. mas também sei que por mais que lute e pressista, nunca o vou conseguir. estou cega, o sentimento voltou. porquê? podia ter sido tudo diferente...! o coração acelarou, os compassos estavam desregulados. quando olho, não vejo futuro algum. nem um presente sequer, mas, por algum motivo fico ansiosa. e em 24horas é a figura que mais me recorda, que mais memorizo. o pior? não posso dizê-lo a ninguém. não que já não tenha dito, mas falar é realçar a importância que tento não dar. e no fundo, a minha existência não é nada

08/08/08

6 de junho

"Plena noite. Céu limpo, madrugada.. à sua volta encontravam-se milhões de pessoas; naquela noite viviam todos para o mesmo. Pairava uma brisa quente, e o suor surgia.., a multidão apertava-se, as lágrimas escorriam pelas faces dos mais sensiveis, o orgulho e a emoção apelavam àqueles que naquela noite sentiram a pura felicidade. Sem condições, junto às grades, aos encontrões, ninguém queria realmente saber quem se encontrava em seu redor... eram tantas as pessoas reunidas, era tanto o contacto fisico.. Penetravam o seu olhar sobre uma visão, sobre um palco. Cantavam, gritavam, pulavam.. A loucura erguia-se e os oprimidos libertavam-se. Era a derradeira triunfa para os mais timidos, para aqueles que nunca se fizeram ouvir. Uma missão, estava realmente concluida. Éramos todos iguais, ninguém se superiorizava perante outrem, naquela noite, todos se ajudaram, todos se respeitaram. Vibrávamos ao som das guitarras, até a voz escacear, até a rouquidão apelar e os nossos pulmões cederem. Ele estava ali, mesmo ao seu lado. Não se deu conta, era um desconhecido. Mal o viu pensou então quem seria aquele ser que em seus olhos pousou o olhar. Ela estava feliz. Pelos milhões que a invadiam estarem focados num só ponto, semelhante a qualquer um. Abstendo-se das preocupações, preencheu o seu pensamento no único ponto comum aos milhares. Certo instante, os dois falaram, aparentemente nada de especial. Quanto a ele, pouco pode dizer. Mas naquela noite preencheu-lhe realmente o coração. A vontade de possuir um estranho fazia-a recuar. Não o conhecia; mas deixou-se levar. Ele agarrava-a, dáva-lhe a mão. Derreteu-se perante aquele feito, e no seu peito encostou-se, com vontade. Surgiu uma intimidade neles deveras estranha, mas perante um olhar preocupado da sua amiga, voltou à realidade: resistiu e recuou. E a partir daí, ele já não quis saber; focou-se na banda que tocava, com fervor. Ela continuou a observá-lo, mas ele foi-se embora. Desapareceu. Desapontada, não soube o que pensar, na realidade já devia estar a espera de tal feito, mas o desejo tornou-se incontrolável e inesperadamente houve uma pontada de espectativa que nunca quis largar. Tarde demais, foi uma noite. Sem outra igual. Não olhou mais para trás, continuou o seu caminho, e no fundo, esperava voltar um dia a vê-lo. Um dia que, ela soubesse quem ele era realmente. O tal S. Dia esse que ainda estará por chegar.
A noite continuou, e, já em casa, não voltou a pensar nele. Adormeceu."
escrito dia 11 de Junho de 2008.

jamaica


o mar. a música. o clima. a alegria. o bronze. as pessoas. a simpatia. o reggae. o bob marley. o sentimento. o horário. o hótel. a comida. a pinacolada(...) são palavras que recordam uma das semanas mais significantes, para mim. tudo nela foi fantástico, foi especial. só o privilégio de ter visitado um sitio tão rico em natureza, repleto de arvores e frutos, com o mar em seu redor e pequenas aldeias nada industrializadas a realçarem a simpicidade daquele sitio aos olhos de imigrantes interessados em fugir ao ruido e à indiferença do seu país natal. realmente é fantástico, as comparações que nos são permitidas fazer entre dúas terras que pouco têm em comum. não é demais realçar que a Jamaica é um sitio, sem duvida, bastante mais bonito e agradavél de se visitar. Um país em que facilmente visitamos, mas que dificilmente o vivemos. Devido à pouca industrialização que ele aparenta, há um grande contraste entre as habitações da população. por outras palavras, há casas muito ricas, mansões enormes e cuidadas, bonitas, localizadas nos montes da ilha; outras que, junto à praia, não passam de meras barracas em que as familias dependem do peixe pescado nas aguas salgadas para sobreviverem. Mas são pessoas simples, humildes. Todas bonitas, todas alegres. Não têm os problemas e o preconceito de se falarem enquanto desconhecidas. Educadamente cumprimentam quem passa por si, sempre. São hóspedeiras e simpáticas. Um dos momentos que mais me marcaram foi quando mergulhei naquelas àguas limpas, transparentes, e bastante, bastante quentes, e pude vivenciar um mundo que desconhecia completamente. Nunca tinha experimentado fazer mergulho, estando lado a lado com cardumes e cardumes de peixes com todas as cores, lindos corais onde cada buraco era um mistério. Um mundo em que os seres desse não têm que pensar, em que andam todos juntos, não tendo medo de passar ou de encarar um ser 20 vezes maior que eles. Outro momento foi a música. a música é um dos bens mais preciosos da Jamaica; dita o orgulho dos jamaicanos e realça os sentimentos e a união daquele povo. As pessoas cantavam, as pessoas sorriam-me. Onde é que um desconhecido em Portugal passa por nós sorri e ainda começa a cantar com um tom de voz bastante elevado a música que nesse momento está a tocar? foi o que pensei depois da semana passar. vi de tudo, nada me chocou. Gostava que Portugal fosse apto a esse tipo de situações, pusesse os preconceitos de parte e vivesse uma vida de simplicidade abstraindo-se da mesquinhice e das intrigas que pairam tanto neste (e não só) país. No total, foi uma experiencia que vai deixar o seu marco. foi mesmo fantástico. adorei!