Sobrevivência, para que fim?
Pobre instinto animal
Eu sou homem, vivo assim
Para o fim, enfim, ofinal
O final, o eterno sono
Em que a minha alma descansa
Desta vida que abandono
Espera, ânsia pela matança.
O inferno sobe
À altura do meu olhar
Ó mar! Ó mar!
Ó chama que se afoque
Nas águas do meu olhar
------------------------
Débil vai o curvado a curvar a esquina
de pouco movimento.
Move-se curvado no seu contentamento.
Vê a rua que se inclina,
sente a vida que declina,
e lhe pesa, e lhe curva
todo o corpo empoeirado
pela poeira dos anos que os olhos turva,
e cega o encurvado,
que não se move mais.
jazendo na estreita rua que se inclina
apagando, esquecendo a vida que já não declina,
Não se erguerá, jamais!
*por sofia.*
18/06/09
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário