18/06/09

Sobrevivência, para que fim?
Pobre instinto animal
Eu sou homem, vivo assim
Para o fim, enfim, ofinal

O final, o eterno sono
Em que a minha alma descansa
Desta vida que abandono
Espera, ânsia pela matança.

O inferno sobe
À altura do meu olhar
Ó mar! Ó mar!
Ó chama que se afoque
Nas águas do meu olhar

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Débil vai o curvado a curvar a esquina
de pouco movimento.
Move-se curvado no seu contentamento.
Vê a rua que se inclina,
sente a vida que declina,
e lhe pesa, e lhe curva
todo o corpo empoeirado
pela poeira dos anos que os olhos turva,
e cega o encurvado,
que não se move mais.
jazendo na estreita rua que se inclina
apagando, esquecendo a vida que já não declina,
Não se erguerá, jamais!



*por sofia.*

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