08/09/09

não me ouves e não me queres ouvir. impões a tua opinião e foges quando tento questiona-la. só gritas, pensas que sou o quê? tenho limites, sou racional. achas que não quero saber? finjo que não. mas o resto já não sabes tu... para quem me conhece há tantos anos, devia saber que não sou metade do que me julga. não consigo manter uma conversa normal, chego saturada e sem vontade de nada. apetece-me fugir, mas nem me deixas. quando tu o fazes a toda a hora. não te devo nada, absolutamente nada. só gratidão por estar aqui. e estou. mas um dia já não vou estar, e aí vais sentir. tenho raiva, tenho odio. às vezes gosto de ti. às vezes não. e outras és me indiferente. mas respeito-te. também te devo isso. secalhar devia transmitir-to melhor, ou então não. mas não condiciono a tua vida como condicionas a minha. porque também já não sou uma criança e estou ciente, de tudo o que faço. e não é metade do que pensas, e nem quero imaginar o que pensas de mim. porque se eu sinto isto, deves sentir mais. mas uma coisa é certa, não estou perdida. e tenho cabeça. apesar de não achares. e o resto é um cliche, é secundário. devias ter-me mais em conta, devias deixar-me respirar.

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