24/01/10

o que é feito de ti? tanto tempo perdido numa montanha sem cume, numa rosa fechada, num raio de lua sem alcance nenhum. o que é feito de ti sonhador? tantas horas que pensaste, tanto tempo que te julgaste, mantiveste-te fiel aos teus principios num mundo que só por si é um desperdicio. uma mente de pura loucura que é pouco evidente, que transmitia alguma estrutura e alguma razão, rodeada de outras que percorrem o caminho da destruição. óh solitário, onde é que te meteste? costumava observar-te, de um baloiço no jardim. atiravas predas que ricocheteavam na água. numa eterna solidão eras digno da tua própria paixão, e um olhar trasmitia tudo. não me vias, mas inspiravas-me. e agora, onde é que estás? tenho saudades do teu sorriso e do teu olhar. sempre sozinho mas feliz, numa autenticidade que eu nunca mais vi. aparece, espero por ti. não te escondas, preciso de ti. aparece.

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