03/05/10

silêncio

dez anos que passaram e não me esqueço de si. mantenho fiel a sua memória e recordo o ultimo dia em que o vi. as lembranças já vagas retomam a superfície como um espelho na água evocando memórias passadas. reflectem todo o carinho que recebera, toda a atenção que um ser humilde como vós dera. a saudade já gasta, e farta. todo o amor que um pai poderia dar a um filho. recordo tão bem inúmeras situações. o medo legitimo de as perder, inconscientemente só as fortifica. e na insanidade duma mente que se dispersa constantemente, estas lembranças permanecem sóbrias. voltarei a vê-lo, por isso aguarde-me.

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