23/07/10
são palavras que eu nunca escrevi, conjugadas de tal forma. a minha escrita resume-se às ideias que o meu pensamento cria, estruturadas de modo a corresponderem com ele. ando cada vez mais confusa, instável. no momento que quis dizer tudo, não consegui. há factos que não conjugam bem. o racional/irracional dum ser humano lutam ambos e num confronto o instinto leva a sua avante. no fim, deleito-me com o olhar esquecendo o tudo que te queria transmitir. quero presenciar-te mais, muito mais; incentivas-me dum modo que eu nunca julguei sequer. quero sentir-me especial em ti da forma como tu és em mim. por mais circunstâncias e opiniões, mantenho-me fiel à minha. deixo-os falar mas nenhum entende o porquê. nem eu o sei, sinceramente não o desejo descobrir. e quanto às minhas incertezas, são alvo do meu racional, que quando te vê torna-se demasiado impulsivo para conseguir dar-te a razão. baseia-se tudo no teu olhar, no cruzamento com o meu. e no fim prevejo uma reviravolta na volta que se deu. anseio o final alternativo não o final feliz. tudo para que o filme não acabe, e se intitule em mais categorias. tudo para que teu destino se cruze com o meu, de novo.
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