30/08/10
elephant gun
são tantos os actos e as incertezas, tantas teorias filosóficas que se revelam sem tradução, a química e a física juntam-se dando origem a algo difícil de explicação, que nos remete à sua forte sensação e proporciona-nos algo como inspiração. inspiro-me no nada e no vazio, tanto que também aproveito momentos mais activos para usufruir dessa tal disposição. dum modo mais fácil, tenho um poeta escondido, aqui. dentro de mim. que se emociona, que ama e que se condena por este tipo de sentimentos. às vezes retrai-se. não, muitas vezes. e que deseja uma imensa estabilidade, como alguém lhe poderia dar, no entanto. há sempre um senão, já vem na origem. e eu que poderia sempre, e para sempre, ficar aqui a escrever. sinto-me ainda incompleta. e já 17 anos me competem. tenho pouca sabedoria, muita filosofia. muitas incertezas e poucos momentos de pura clareza. e no entanto, este sentimento, este. fala mais alto. os impulsos falam mais alto. e num momento sinto uma ânsia incontrolável difícil de dominar, e no outro, escondo este poeta que se faz negar, e contradiz a sua origem em tom de renuncia. e cá estamos, e cá ficamos. e no fim de tudo, de todos os acontecimentos, quando vou dormir, e apago a luz. penso: será este poeta assim tão grande ou esta alma poderá se esvaziar? não quero viver na penumbra duma vida anti sentimental. para sempre poeta, ainda que infeliz. para sempre.
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