18/09/10

estou sentida de teimas e preconceitos, generalizados pelo meu ser. individualizo cada olhar, escrevo no geral, nada de muito pessoal. alimento cada sorriso que me é dado. cresci, independendo de mim. felizmente descubro-me em cada passo, ilimito-me do limite, escondo-me em atalhos de obstáculos que se impõem, sintonizo-me com fortes ligações subjectizando traços ocultados, sendo-me estes tão familiares, identifico-me com tais; modero o pensamento conforme o acontecimento, talvez demasiado sensível, acompanho o sentimental. desprezo quem me quer mal. cada vez mais confiante. numa escrita de ego. realço-me no intemporal. nem me importa já o sentimento banal, e essas amizades que se afastam do real, essas. percorro-as num sentido que opostamente se deturpa seguindo-as clandestinamente, não me fiando, em tais. aqui importa-me quem, me mantém e me quer bem. sinto cada vez mais, o núcleo a diminuir, eu nada mudarei. pacificamente estou feliz, habilmente mantenho-me fiel à pura lealdade. (já não me importas, perdeste a credibilidade.) esta sou eu. numa nova era, mudança. já nada me afecta, já nada me ofusca. e cada qual no seu nome, no seu ser. mantenho o meu de pé, abro-me nesta nova realidade.. que por si só acaba num limite, abrangendo a ajuda duma evolução saudável, em mim. (olha-me de lado, como quem mal diz, estou imaculada,cortei o mal pela raiz.)

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