04/01/11

desenhaste um traço meu, num sopro dum elefante azul e rosa marfim.
o choro interior de um olhar lacrimejado,
um espinho de uma rosa pregado
no teu lábio ensanguentado.
disseste-me tudo, e nenhuma palavra surgiu.
efeito borboleta ziguezagueou-me.
eu não me apaixono. eu nunca me apaixono.
surgiste de repente, assim, do nada.
que figura tão bela. eu nunca me apaixono.
o teu doce olhar esverdeado.
a tua pele macia.
o teu toque, provoca reacções estranhas em mim.
mas eu não me apaixono.
eu nunca me apaixono.
não.
não.
não.
sai da minha mente, por favor.
eterno fascínio pelo desconhecido.
(old)

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