não encontro palavras que descrevam a situação.
como um despertar da escuridão, encaminhado para um sonho profundo
onde se unem dois corpos celebres de um incomodo triunfo;
onde surgem sentimentos difíceis de explicação,
onde surge o desconhecido e parecendo que não,
não me afugenta.
nesta árdua missão, nesta luta contra o tempo, nesta fase de entendimento,
foi o acordar de um novo vírus que, outrora ilimitava o imune da situação,
agora descarrega um culminar de pensamentos, que inovam, distraem, baralham,
como se não existisse nada mais forte e quanto a isso, nada posso fazer.
abate um sono aparente e evoca-me a uma ilusão.
sei que é de todo impossível. sei que agora não será possível.
também sei que numa fracção de segundos a minha vida parou.
e o eterno perpetua-se num desconhecimento que foge à razão.
não quero acordar, nem pensar, o quão isto é um sonho.
quero dormir, tiraste-me o sono.
inquietas-me, e não te conheço.
entristeces-me antecipadamente, como provocas algo em mim, atempadamente.
e nisto eu sou apenas alguém que escreve então, por escrever,
sem saber o que é, se paixão, confusão, difusão, ou sei lá.
mas se num segundo tudo mudou, abdico dos segundos que ainda virão,
sei que nunca me arrependerei. nunca me arrependo.
.........surge sono.
03/01/11
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário