14/08/08

14 agosto


o ecrã é quadrado, e tem cores. fluorescent adolescent vai soando das colunas do pc a um ritmo acelarado e compassado de entusiasmo e paixão, a voz de alex turner soa em pleno quarto como se fosse o ultimo momento que irei ouvi-la. observo com atenção a expressão caracteristica do seu rosto e iludo-me no sentimento de um dia vê-lo ao passar numa esquina, com um livro na mão e uma máquina fotográfica presa por um fio, pendurada no seu peito.
os seus lábios personificam o modo como a sua música é sentida. a sua pose. o seu charme.. mas não, não sou mais uma idiota apaixonada por um compositor/cantor que nunca iria reconhecer a minha existência. esta é apenas a maneira que eu encontro de o descrever. será que haverá por aí mais alexanders turners? será? uma pergunta que me faço n vezes, quando me deparo diante de miudos snobs que nem numa guitarra ou numa prancha sabem pegar, no entanto gabam-se de tal coisa como se fosse o único feito nas suas vidas. bom, cada um sabe de si; o que se costuma dizer. querem todos do mesmo. paciência, nem todos conseguem ser diferentes. e eu orgulho-me de o ser.
joana

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