11/06/10
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sexta-feira à noite. duas e meia da manhã. passaram-se cinco, seis destas sextas-feiras. nunca imaginei que algum dia estaria assim. uma fragilidade um tanto inutil, visto que não valorizada, nem sequer imaginada. custa-me acreditar que um dia ficariamos assim, indiferentes. custa-me acreditar que, tinhamos uma relação tão superficial, ao ponto de quebrarmos o contacto. e custa-me a acreditar que, me magoaria tanto. querer falar contigo e não poder, lembrar-me de como nos unimos, ao longo de tanto tempo. tu não imaginas o quanto preciso de ti. tu não imaginas a dor que sinto. nunca imaginei que chegariamos ao fim. um fim doloroso, sem porquês. um fim que sempre temi. sei que no fundo, também te deves questionar. nada mais será igual. mas sabes, o que não nos mata, apenas deixa-nos mais fortes. e com esta situação, eu aprendi bastante. apesar de não ter inspiração e sentir-me mais incompreendida, e sabendo que nunca vou encontrar ninguém como tu, e que sempre vou gostar de ti, não vou fazer mais nada. vou-te sempre lembrar, como fomos e a ligação que tivemos. vou-te sempre lembrar, tens um lugar muito importante dentro de mim. tenho pena que nenhuma de nós tenha lutado para que a situação tivesse sido diferente. mas um dia vais perceber, se calhar vais procurar uma resposta para isso, ou talvez não. mas sei que nunca te vais esquecer. e só por isso sei que valeram a pena, estes anos todos. e sei também que precisamos deles, fizeram-nos crescer, fizeram-me crescer. portanto, obrigada. that's all.
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