17/08/10

those friendships

estranho a maneira de como comunico, num primeiro contacto, com o desconhecido. são tantas as expectativas, um certo entusiasmo invade-nos. escolho bem as palavras para que tudo faça sentido, tento dar-me a conhecer, não em demasia. relaxo na ânsia de poder voltar a falar-lhe, de conhece-lo. são amizades que crio e que nem por isso aparentam durar, só que duram. dias, meses, anos. vou conhecendo cada vez mais pessoas, novas personalidades. gosto de trocar opiniões, partilhar interesses, discutir informações. sabendo que tenho comigo os suficientes, que já me preenchem, ajudam-me a crescer, cada vez mais, não recuso um novo contacto.
têm aparecido algumas pessoas na minha vida, de forma estranha e variada; umas não me agradam, tanto as recuso. é uma atitude bastante presunçosa da minha parte,mas não consigo falar com qualquer pessoa. e no entanto, houve alguém que perdurou.
não percebo como aconteceu, como me deste a volta. talvez tivesse sido a tua paciência, a tua persistência; fizeram frente à minha arrogância de modo a criar uma relação comigo. estranho também, como és tão ausente e tão presente, na minha vida. estranho como, já me conheces sem eu te conhecer. este sentimento, é muito inconstante. tenho medos, e receios. passámos por muitas fases, nestes últimos tempos. e agora, estou eu aqui a escrever, e escrevo sem razões para tal, no entanto insisto, como sempre insisti. ou como o tenho feito. talvez por estar confusa? ou então sei muito bem o que quero.
sendo o tempo tão incerto, e nós condicionados por inúmeros factores, porque é que ainda pondero?
os novos contactos vão aparecendo, das mais diversas formas, e por uma outra razão, eu sinto que preciso de ti.
e este texto mais directo não poderia ser. mas que tenho eu a perder?
são apenas desabafos que mantenho presos no meu pensamento, sem saber a melhor maneira de os transmitir.
já magoei tantas pessoas, já me magoei tanto.
será este tiro no escuro certeiro?
ou criarei outro buraco na parede?
espero. espero. e espero. não fujas, mas também não te prendas.
eu espero até ao momento do meio termo.
se te fosses embora, eu morreria aqui.
és alguém especial, chamo-te de amigo especial.
e aqui cito, aquelas amizades, que começam da forma mais estranha
e por qualquer razão, tornam-se no que te tornaste para mim.
podendo-te tornar muito mais.
M

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