26/10/10

Subjectizei cada traço, finquei cada passo, finalizei um laço, que se aliou a um pseudo impasse, se bem que determinei também, o que foi um lapso, mas que por si só teria sido um facto. E tal embaraço resultante de uma irreal situação, em que materializo os sentimentos, ofuscam-me e distraem-me, de mim só. Não me mereces, deixaste-me só. Rodeias-te de todos e por fim não tens ninguém. E ninguém sou eu, que te quis numa incessante luta, e se perdeu. Nos atalhos duma conquista injusta, onde o óbvio passa pelo incerto e não há deus, só mesmo um adeus, que trava a minha disputa; deixa-me sem forças. Faltas-me sempre. Encontro em cada gesto e olhar, em cada atitude de um reflexo, abandonado um fragmento teu. Por mais que te acompanhem nesse caminho, traiçoeiramente a noite leva-te à inevitável cegueira, um estímulo à tua reflexão. São mares que te evocam e inequivocamente se desfazem, em lagos e rios, de uma eterna solidão, que se evaporam, e ficam vazios. Cheios de nada, cheios de ti.

somewhere, in the past.

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