28/01/11

qual a necessidade desse desprezo, quando o meu único objectivo é apenas saber de ti e conversar contigo. toquei-te nas feridas, nos teus pontos fracos, descodifiquei-te sendo tu a pessoa fechada que és e conhecendo-te já há muito tempo. separei os sentimentos há mesmo muito tempo, pelos vistos tu não o soubeste fazer, ou essa frieza toda nem estaria presente. entristece-me, mas por outro lado deixa-me mais convicta da pessoa que és e reafirma as minhas suspeitas. sei que tens algum problema comigo, e que nunca o irás falar, nem resolver. e só esse facto retrai-me em relação à amizade que ainda sentia por ti. sim, amizade. porque provavelmente também achas que estaria disposta a tentar alguma coisa contigo, o que se torna ridículo, já lá vai o tempo em que o meu caminho se cruzou com o teu. e no meio de tudo isto, hoje lembrei-me da amizade que tivemos, mas está claro que não voltará. seguimos caminhos muito diferentes, já nem uma conversa consegues estabelecer comigo. mas gostei do teu apoio e foste uma pessoa que por uns meses ainda a fio me acompanhou. e isso é bonito de relembrar. não sinto nenhum sentimento negativo por ti, e neste momento estou apática à tua pessoa. e sei que lá no fundo ainda te lembras da nossa amizade, e para essa sobra de pouca sensibilidade eu respondo: estou bem e feliz. e espero que tu o estejas também.

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