24/01/11
"quem sou eu" quem sou eu? interessa-lhe lá. provavelmente, depois de escrever esse (pequeno texto) e de o avaliar, vai ficar esquecido, como tanto os outros vinte. pede-nos uma introspecção e uma avaliação profunda da nossa identidade, como uma auto-reflexão do nosso ser, como que um desfecho de uma relação intra-pessoal convocada propositadamente por si. não deveríamos ser forçados a descrever-nos tão agridoce mente, a desvendarmos a nossa essência duma forma tão exposta, nem subornados a tal. e dito isto, as dúvidas põem-se, que lhe vou escrever professora? sinceramente, nada do que lhe possa adiantar irá decompor-me ao pormenor. todos os dias cresço um bocadinho. vivo muito pela experiência e pelos sentidos. e o que sinto agora, não é bonito de se escrever. nem devo. não quero. o meu coração valsa sem saber onde parar. continuo com pressentimentos e receios tremidos, depositando um sentimento algo forte e com expressão num ser que se ausência, e eu arrisco, porque o sinto, mas temo. decidi seguir em frente, decidi entregar-me, de pés e cabeças, consciente disso. cada vez iludo-me menos, cada vez amadureço mais. e nisto, toda a minha fonte está virada para paixões, tenho uma ânsia terrível pelas férias, tenho projectos que nunca mais acabam, e quero muito, muito muito. mas se lhe escrevesse isso, provavelmente não teria o significado que tem para mim, e não dizendo mais, acho que é injusto então sermos sequer avaliados pela nossa pessoa num trabalho escrito com prazo de entrega. é impossível, não lhe vou escrever. entrego-lhe a folha em branco, deixando a sua mente fluir, podendo retratar-me em mil cores, formas, personagens e acções. fica ao seu critério, daqui não passo mais.
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