21/01/11

levanta-te, não te escondas.
levanta-te, não fujas daqui.
tens todo o universo ao alcance, onde uma luz ofusca o perfume de uma ambição relutante, de um suspiro esfumaçado, de um olhar mais profundo que uma voz, onde as palavras formam círculos de quadrados programadas a escrever um som de um tal modo mais veloz.
levanta-te, faz-te ouvir.
tens essa liberdade, está inata em ti.
está frio. sim. frio.
não chove.
o sol continua a brilhar.
o vento é constrangedor.
o barulho confunde-me.
equívocos auditivos.
o destino desensina-me a viver.
entrega-me à experiência de uma acção imatura, de um acto pouco lógico.
são libertados os sentidos, espalhados.
esvazia-me. de uma maneira menos óbvia, mas que intoxica.
vivo numa esperança constante, num sentimento constante e com tendência a crescer.
os opostos são atraídos num elo de uma eminente química de sabores.
e cores. e pensamentos. e sonhos. e imaginação.
uma princesa e um lago. uma floresta adicionada a um arco-íris,
um sapo e uma maçã.
um canal iluminado, com liberdade de expressão.
musica. paixão. dança. libertação.
um grito. um suspiro. e um sorriso.

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